quarta-feira, 21 de outubro de 2009

É por você que eu me derreto

Sinto um imenso carinho pela minha família. Pessoas que em conhecem desde de sempre, seja pelo meu nascimento ou pelo nascimento delas próprias. Atritos acontecem, mas sempre são superados. A gente sabe que são pessoas do nosso sangue e o amor é sempre incondicional. O amor pela família nasce com a gente. Não dá para explicar.
Conforme vamos crescendo, começamos a nutrir um carinho especial pelos nossos amigos. Pessoas com quem convivemos, compartilhamos segredos, alegrias e tristezas. Todo mundo tem um amigo de verdade. Algumas pessoas possuem tal amizade em mais de uma pessoa. O que temos pela famíla e amigos é amor. O amor que nos conforta, nos acalma e nos ajuda. Conheço esse tipo de amor desde quando nasci e de acordo com o meu crescimento fui aprendendo as outras formas de amar. Amar meus colegas e amigos.
Passei amar a música. Comecei a perceber que algumas me faziam arrepiar. Outras começaram a fazer parte da minha história. Comecei amar os livros que me faziam viajar e sempre me ensinam alguma coisa. O meu amor pelos filmes veio para me dominar. Com eles eu me emociono, fico feliz, triste, alegre e às vezes com raiva. Mas amo todos. É sempre um amor diferente.
Dessa forma fui percebendo que nutro vários tipos de amor por muitas coisas. Cada amor me proporciona um prazer diferente e necessário. Isso me faz muito bem.
Eu só não sabia que era possível reunir todos esses tipos de amores eu um só. Muito menos sentir todas essas sensações e outras mais em um só amor.
Por volta de 5 anos atrás conheci alguém. Chegou como quem não queria nada, mas dizendo que queria tudo. Comecei a conhecer e a me envolver. Na verdade, eu não me deixei envolver. Fui completamente envolvida. Comecei a sentir algumas sensações que os outros tipos de amor me proporcionavam: alegria, conforto e felicidade. Mas com o passar do tempo esse alguém conseguiu atingir todos os níveis e sensações dos outros tipos de amor. Começou com um certo conforto em tê-lo por perto, passou por uma alegria. Logo depois a felicidades veio para ficar. Às vezes, fico triste e com raiva; mas logo passa. O amor que eu sinto pelos amigos veio primeiro. Ele passou a ser um amigo, um confidente, aquele que compartilha segredos, alegrias e tristezas. Logo depois veio o amor de família. E eu sinto como se ele fizesse parte de mim desde quando eu nasci. Junto a essa sensação veio o amor incondicional. Esse me arrebatou totalmente. Comecei a me emocionar, a me arrepiar só com a presença dele. Sensações essas que eu sentia com acordes ou películas de 8 mm. E o melhor de tudo, é tudo o que aprendo com ele. Eu aprendo e me descubro. Um aprendizado gostoso, interessante. Além disso tudo, tenho o amor de companheiro. Daquele que a gente espera um dia para ter a vida toda. De quem nós sempre queremos estar ao lado e de quem amamos loucamente. Eu te amo muitão, meu Amor!!



terça-feira, 19 de maio de 2009

Melhor é Impossível (1997)

Ótima direção, interpretações impagáveis, roteiro inteligente e uma trilha sonora inesquecível. Esses ingredientes muito bem harmonizados fazem de "Mellhor é Impossível" um filme tocante. Começamos o filme com o MONSTRO (não há outra palavra que defina melhor) Jack Nicholson implicando com o cachorro do vizinho. A partir daí, a personalidade de Melvin nos é apresentada de forma magistral por Nicholson. Uma pessoa que usa do sarcasmo para afastar todos ao seu redor e que possui uma série de transtornos compulsivos que pioram sua convivência com a sociedade. No meio de tantas pessoas, somente Carol (a garçonete – Helen Hunt) consegue lidar com o rabugento.
Uma série de acontecimentos invadem a vida de Melvin que se vê forçado a mudar sua rotina. Algo que o faz sofrer, uma vez que seus transtornos os escravizam em sua rotina.Pensamos que a interpretação de Nicholson vai cair e começamos a nos surpreender ainda mais. De quem seria este mérito? De James Brooks, que já havia dirigido Nicholson muito bem em "Laços de Ternura"? Do roteiro? Do talento de Nicholson? O que presenciamos é uma encaixe perfeito. Sua austeridade começa a ser quebrada com a convivência com o cachorro do vizinho. Vemos um Melvin que começa a se entregar, mas que tenta se doutrinar contra isso. As mudanças ficam piores para ele, quando Carol não pode ir mais trabalhar para cuidar de seu filho doente. Ele fica desesperado, pois não consegue almoçar se não for antedido por ela. Mas não temos, inicialmente, um interesse homem/mulher. Temos um capricho de seus transtornos que o fazem oferecer ajuda ao filho para que ela possa voltar a trabalhar. Carol, inicialmente confude as coisas, mas Melvin logo mostra “gentilmente” que seu único interesse é que ela volte a trabalhar.
Ótima interpretação também de Greg Kinnear que interpreta um homossexual sem apelar para trejeitos irritantes utilizados constantemente nesses tipos de interpretações. Além de Cuba Gooding Jr. que possui um personagem interessante com uma personalidade importante para o desenvolvimento do filme. Todos os personagens do filme têm razão de ser, e não estão lá gratuitamente. O roteiro brinca, parece desfilar. Estamos carentes de roteiros coesos e interessantes. E este nos brinda mostrando que de simplicade e bom senso podem surgir obras divinas.Quando o interesse da Helen Hunt começou a aparecer, comecei a discordar da grandiosidade do filme. Ali ela começa a se apresentar como uma mulher sozinha e desamparada. Ao ver que Melvin está cuidadando do seu filho, começa a sentir profunda gratidão. Pensei que a partir desse momento o filme começaria a desandar. Mas esse roteiro divino mais uma vez nos dá uma rasteira. A Carol começa a sentir interesse como mulher. E tudo é mostrado de uma maneira suave e gostosa de se ver. Confesso que até eu fiquei apaixonada pelo Melvin. Nunca achei o Nicholson bonito (principalmente por ele ter a eterna cara de coringa), mas é impressionante como ele fica charmoso quando volta ao restaurante de terno. Nicholson ficou realmente elegante. E as cenas seguintes são recheadas de diálogos maravilhosos. Sempre esperamos grandes pérolas de sadismo de sua boca. E para mim, umas das melhores cenas acontece na hora do jantar. Depois que Melvin acabar de fazer mais um comentário grosseiro (dessa vez se referindo a maneira de como está vestida), Carol ordena que ele faça um elogio. Então, ele começa a contar desordenadamente que possui problemas psiquiátricos e precisa tomar pílulas, porém odeia pílulas e não as toma, impedindo que fique bom. Logo em seguida, diz que ao ver Carol começou a tomar pílulas. Neste momento tudo fica em silêncio e logo pensamos: Ele falou mais uma dúzia de abobrinhas sem sentido. E ao ser questionado pela amada sobre que tipo de elogio se tratava, ele responde:"Você me faz querer ser uma pessoa melhor". É lindo presenciar algo tão belo vindo de alguém tão odioso. É claro que ele logo se atrapalha novamente. Mas a mensagem que o filme nos deixa é que não existe a perfeição. Mesmo com todos os obstáculos, melhor é impossível.Melvin nos faz rir. Nos deixa com raiva. Nos faz chorar. Faz aflorar nossa piedade. E acima de tudo nos mostra que o amor é um dos grandes remédios da humanidade.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Minha Primeira Experiência Traumática

Sempre fui uma criança super tímida. Não abria a boca para nada. Entrava na sala de aula muda e saia calada. Quando me perguntavam alguma coisa, tinha tanta vergonha de responder que a voz saia baixinho e ninguém ouvia nada. Uma vizinha estudava na mesma sala que eu, e o irmão mais velho nos buscava na porta da escola todos os dias.
Eu tinha 8 anos e estava na segunda série primária. Quando a aula acabou, minha amiguinha e eu fomos ao banheiro antes de irmos para a casa. Ela entrou em um compartimento do banheiro e quando eu estava para entrar no outro, uma garota loira com uns 12 anos pediu para entrar comigo. Como assim? Pensei na hora. Mas a minha timidez me impediu de dizer não. A garota entrou comigo e trancou a porta. Santa inocência a minha.
A menina simplismente olhou pra mim e disse: "me dá um beijo". Eu fiquei chocada. Minha cara esquentou na hora. Mas não disse nada. Ela repetiu: "ME DÁ UM BEIJO". Nesse meio tempo, minha amiguinha vizinha já estava do lado de fora chamando pelo meu nome para ver se eu ainda estava no banheiro. E o que eu fiz? Não respondi. Eu estava tão perplexa com a situação e não falei nada.
Lá dentro a loirinha disse pela terceira vez: "me dá um beijo por favor". Acho que foi aí que a ficha caiu. Fiz não com a cabeça. Ela me puxou pela a camisa e disse: "ME DÁ UM BEIJO!!!" Foi aí que a minha voz saiu: Não... saiu espremida e sem força. Nesse instante me preparei para acertar a cara dela. Ela olhou irritadíssima pra mim e disse: "Como não? Eu sou linda". Abriu a porta do banheiro e me jogou para fora. Eu saí correndo para a porta do colégio para encontrar os meus vizinhos e fui para casa.
Demorou uns 6 anos para contar isto para alguém. E só contei depois que vivi minha segunda experiência traumática.
Hoje fico pensando, e se por vergonha de dizer não eu tivesse beijado a menina?? O que será que iria rolar depois?
Que mente poluída rs Graças a Deus isso não interferiu na minha preferência sexual.
Gostaria de encontrar essa loirinha novamente para dar uma surra nela. Quase que me causa traumas profundos.

sábado, 14 de março de 2009

Desse jeito eu não vou casar

Fico imaginando. Existe amor assim? Isso pode ser real?? Claro que não. Eu nunca conheci ninguém que tenha vivido algo assim. Perfeito!!!! Um príncipe encantado como o Gerry. Lindo e romântico que ama sem ser egoísta.
Assistir filmes assim podem deixar a gente com depressão. Conheço muitas pessoas que querem saber o motivo de não ter vivido algo assim tão avassalador. A resposta é bem simples. Amor assim não existe. É conto de fadas. Por isso, resolvi seguir os conselhos da minha mãe. Um dia desses eu estava assistindo "Moulin Rouge - Amor em Vermelho", com aquela cara de boba vendo o Ewan McGregor cantar Your Song para a Nicole Kidman. Minha mãe apareceu e disse: "Minha filha, assim você não casa nunca".
Mas sabe que faz sentido. Não adianta a gente ficar procurando o Gerry Kennedy das nossas vidas, porque não vamos encontrar. Mas enquanto isso, "sonhar não custa nada". Eu sonho, faz bem pra saúde. Imagine só:

UM LEONARDO DICAPRIO QUE MORRE PARA SALVAR A SUA VIDA


UM HEATHE LEDGER QUE TE FAZ UMA DECLARAÇÃO EM PÚBLICO


UM PATRICK SWAYZE QUE NÃO TE ESQUECE NEM DEPOIS DE MORTO

UM RYAN GOSLING QUE TE ESPERA POR 7 ANOS


UM RICHARD GERE QUE ENFRENTA QUALQUER PRECONCEITO SÓ PRA FICAR COM VOCÊ


UM HUMPHREY BOGART QUE NÃO PODE OUVIR "TIMES GOES BY" PORQUE SENTE DORES AO TER LEMBRANÇAS SUAS

UM MEL GIBSON QUE COMEÇA UMA GUERRA POR SUA CAUSA


É... Sonhar não custa nada

sexta-feira, 13 de março de 2009

Quanta palhaçada!!

Pesquisam revelam: que o aumento do desemprego é proporcional ao aumento da criminalidade; os perigos da automedicação; que crianças não gostam de palhaços; que o colesterol alto em crianças pode ser provocado pela obesidade; que os profissionais ainda preferem ter chefes homens...
Sério? PRECISARAM FAZER PESQUISA PARA DESCOBRIR ESSAS COISAS? Ou eu ando achando tudo óbvio demais ou mundo tá meio lesado. Cansei de toda essa alienação e de ouvir as pessoas dizendo: O Jornal Nacional é sagrado. Pior ainda são aqueles sensacionalistas que metem o pau em tudo sem propor alternativas e ainda por cima ganhar o "respeito" dos expectadores.
Não aguento ficar aqui, sendo expectadora de sei lá o que... talvez de uma vida que seria ideal. Ideologias talvez? Mas que droga é essa que faz a gente ficar matutando e perceber que a vida tá passando e os objetivos não foram atigindos. Mas que droga de metas são essas? Que a sociedade impôs? Essa droga de sociedade que não sabe para que veio e só sabe repetir o que já vem mastigado. Cansei disso. A burguesia fede... Por falar nisso... Seria o Cazuza legítimo para dizer essa frase?

Cansei

Você ouve Led Zeppelin e dança funk? Sim. E daí? Música mexe com os nossos sentidos. Às vezes, quando perco o sono, ligo o rádio e ouço o Robert Plant cantando pra mim. Só eu e ele. Isso me relaxa e uma vez ou outra vem aquela nostalgia. A música entra pelos os ouvidos e atinge a alma. De verdade. às vezes me emociono... Sábado, 23:45. Estou com minhas amigas com aquela alegria que o fim de semana nos proporciona. Não tem como não se envolver com uma batida de funk. É bom demais. Por isso, para os "tenho meio estilo musical", admita que música boa é música boa. E que todos somos ecléticos. Isto, por sua vez não é gostar de qualquer porcaria que aparece pela frente. Cansei desse povo. Tenho um vizinho (o vizinho velhinho chato) que coloca os cds clássicos dele todos os sábados pela manhã e fica gritando aos quatro ventos: "Isso é que é música". Um dia, não sei como, ele descobriu que eu gostava de Tchaikovsky. Passei por ele e ele me indagou: "Menina não é você que ouve aquelas batidas e umas músicas com acordeon, é? Não aguentei... Claro, isso é forró e dos bons quer que eu empreste o Cd? Tenho um do Saia Rodada que é ótimo. E outro ritmo é funk... chão, chão, chão!!! Mostrei alguns passos. Ele ficou com a cara vermelha. Nem quero imaginar o que ele pensou rs
Outra coisa que não suporto mais são alguns "críticos" de cinema. Quanta babaquice... "Esse filme não é bom, não nos faz pensar" Agora filme bom é aquele que faz pensar. Viva o filme cabeça. Pelo amor de Deus né? A sétima arte não é entretenimento??? Se o filme consegue nos divertir sem agredir a nossa inteligência já tá valendo. Quem é que só quer ver filmes não linear com vários significados? Eu adoro filmes assim. Desde que me divirta. O que adianta um filme desses que ao final você para e pensa: Que saco!!! Aí vem esses... Magnífico, nos passa a vida e suas conjecturas em 8mm. ah, me poupe... Sou muito mais um Sexta-Feira 13 - Parte 1.
O filme é clichê. Um tá... mas é bom? Sim. Então, meu filho, para de gracinha.
Filme brasileiro é uma porcaria... O Pagador de Promessas e Cidade de Deus são bons pra c...
Chega de generalizações, de críticas intelectualizadas, da pasmaceira toda. O bom crítico é aquele que ama o que faz e transcreve aquilo que sentiu, suas concordâncias e discordâncias. Mas faz isso como ser humano.
Acho que estou meio revoltada hj e escrevendo besteiras. Deve ser a insônia somada a vontade de dormir.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Meu Beijo Inesquecível


Eu tinha 12 anos quando dei o beijo da minha vida. Algo único e tocante.
A ingenuidade era o meu nome. Não conhecia nem o meu próprio corpo mas me achava mulher.
O meu primeiro beijo foi traumático. Babado e nojento. O rapaz era lindo, mas o beijou não funcionou. A partir daquele dia prometi a mim que não beijaria novamente. Mas é claro que isso não demoraria acontecer...
Dezembro de 94, eu estava de férias na casa da minha vó. O garoto que paquerava era uma graça! Ele era a alegria das menininhas. Eu o admirava, mas como nunca iria beijar não fazia muito diferença rsrs
Era uma tarde ensolarada, eu estava sentada na varanda tomando sorvete. Ele passou na rua e me olhou. Senti meu rosto ficar vermelho e quente. Alguns minutos depois um amigo veio me dizer que o meu paquera queria conversar comigo. Meu Deus!! Fiquei bamba na hora e a garganta ficou seca. Com a voz um pouco trêmula disse: Sim, claro, sem problemas. (Eu me achava uma mulher e tinha que ser determinada). Fui ao encontro dele. Nos encontramos numa rua linda. Havia muitas árvores e flores. Quando cheguei ele já estava lá. Sentado em um banco. Fui andando calmamente, mas a cada passo parecia que ele se distanciava. Eu fui lá só pra conversar, afinal de contas eu já havia me prometido que não beijaria mais. Quando cheguei perto dele não consegui dizer nada. Travei totalmente. Ele tinha 15 anos e era lindo. Seu belo par de olhos azuis estavam mais brilhantes do que nunca. Ele levantou e ficou me olhando. E eu ali parada. De repente, ele pegou minha mão e foi se aproximando. Olhou dentro dos meus olhos. Ficamos nos olhando uns 10 segundos. Ele lentamente foi me puxando pra junto dele. Pernas eu já não tinha mais e o meu estômago... não sei explicar. Aconteceu algo ali, acho que as paredes dele estavam festejando. Com a outra mão ele segurou o meu rosto. E aproximou os lábios dos meus. Eu me lembro que não consegui fazer mais nada. Eu me entreguei, fechei os olhos e senti um misto de emoções. Ele me abraçou e me beijou de uma forma simplismente espetacular. Deve ter demorado uns 40 segundos, mas parecia uma eternidade. Ele foi parando devagar e ficamos olhando um para o outro. Eu fiquei sem ar e paralisada. Totalmente sem reação. Nos sentamos no banco e não falamos mais nada. Ficamos ali abraçados até o pôr-do-sol. Foi lindo. Até hoje eu consigo sentir o prazeroso hálito que vinha dele.
Eu desperdicei todas as oportunidades que tive de dizer isso a ele. É uma pena que Deus o tenha levado tão cedo. Mas sempre rezo para que ele esteja bem. E um dia poderei falar pessoalmente.
A cena da "Dama e o Vagabundo" é uma das cenas mais belas de beijo do cinema. É uma graça!!!!! Mas tentar fazer isso na vida real deve ser um verdadeiro nojo!!
Amo esse filme.